O Nyvelados chegou ao segundo split da Kings League Brasil cercado por expectativa. Depois de uma janela de montagem de elenco movimentada e reforços que colocaram o time entre os mais comentados do torneio, a equipe de Nyvi Estephan era apontada por muitos como uma das candidatas a disputar as primeiras posições da tabela.
Mas o roteiro dentro de campo acabou sendo bem diferente.
Com apenas duas vitórias em nove partidas, o Nyvelados não conseguiu engrenar na competição e acabou eliminado ainda na primeira fase, encerrando o split abaixo das expectativas criadas antes da estreia.
Após a despedida precoce, Nyvi preferiu adotar um discurso de reflexão — e valorizou o aprendizado que a campanha deixou para o projeto.
Expectativa alta, desempenho abaixo na Kings League
O início do segundo split trouxe otimismo para a torcida do Nyvelados.
A equipe apostou em mudanças importantes, reforçou o elenco e entrou no campeonato cercada por expectativa. Dentro da comunidade da Kings League, o time era tratado como um dos projetos com maior potencial de evolução em relação ao primeiro split.
Mas, rodada após rodada, os resultados não acompanharam.
Entre oscilações, dificuldades de adaptação e falta de regularidade, o Nyvelados não conseguiu construir sequência positiva. O desempenho acabou custando caro: eliminação antes mesmo da fase decisiva.
Para um elenco montado para competir em alto nível, o resultado naturalmente gerou frustração.

Nyvi Estephan valoriza aprendizado após campanha difícil
Mesmo com o desempenho esportivo abaixo do esperado, Nyvi fez questão de destacar o lado humano e de gestão vivido durante o campeonato.
Segundo a presidente, o split foi desafiador — mas também transformador.
“Foi um split muito difícil, de uma forma geral, mas muito engrandecedor. Eu aprendi muito nesse split, como tudo, como pessoa, como gestora. Foram muitas coisas que aconteceram, inclusive, e que deram errado, e às vezes a gente cresce, inclusive, nas derrotas, a gente cresce nos problemas e nas coisas que deram errado, nas coisas que não foram da maneira que a gente imaginava.”
A fala mostra um tom de autocrítica, mas também de maturidade na leitura do projeto.
Na Kings League, onde resultados costumam ser imediatos e a pressão é constante, o discurso de Nyvi aponta para uma visão mais estratégica: construir um time competitivo passa também por atravessar momentos difíceis.
Resiliência vira principal legado do elenco na Kings League
Se o desempenho técnico ficou aquém, Nyvi fez questão de destacar uma característica que, para ela, marcou o grupo durante toda a campanha: a resiliência.
Mesmo sem conseguir os resultados desejados, o elenco seguiu competindo até o fim.
“Então, foi realmente um split muito difícil, de uma forma geral, mas um split que me encheu de orgulho, inclusive, da minha equipe. De não desistir até o fim, de continuar resiliente pra caramba, de querer mostrar o melhor, de se adaptar.”
A declaração reforça um ponto importante: internamente, o Nyvelados parece enxergar a temporada não apenas pelo placar final, mas também pelo comportamento coletivo construído ao longo do torneio.
Esse tipo de narrativa costuma ser importante em ligas como a Kings, onde identidade e conexão com a torcida também pesam muito.